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Entenda a Operação que Desmantelou Organização Criminosa com Desvios de Recursos Públicos na Bahia e Outros Estados

Uma operação da Polícia Federal na terça-feira (10) desarticulou uma organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, resultando na prisão de 15 pessoas em três estados: Bahia, São Paulo e Goiás.


Dinheiro apreendido - Foto: Divulgação/PF


O grupo, suspeito de movimentar R$ 1,4 bilhão — incluindo R$ 825 milhões em contratos públicos em 2024 —, desviava recursos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais. Dois suspeitos continuam foragidos.


Como Funcionava o Esquema?

A organização atuava desde 2021, utilizando contratos superfaturados, empresas de fachada e operadores regionais para direcionar recursos ilícitos. Investigações apontam que o dinheiro desviado era lavado por meio de empresas controladas por laranjas e movimentação financeira em espécie.


Joias apreendidas - Foto: Divulgação/PF


Modus Operandi

O grupo cooptava servidores públicos, assegurava contratos fraudulentos e superfaturava valores. A lavagem de dinheiro incluía métodos sofisticados, dificultando a identificação da origem dos recursos.


Chefes do Esquema

O núcleo central era composto por Alex Rezende Parente, Fábio Rezende Parente, José Marcos de Moura ("Rei do Lixo") e Lucas Maciel Lobão Vieira, que ocupavam papéis de coordenação, execução financeira, financiamento e prospecção de contratos.


Prisão de Vereador em Campo Formoso

Entre os detidos, Francisco Nascimento, vereador eleito para 2025-2028 em Campo Formoso e primo do deputado Elmar Nascimento, foi preso após jogar R$ 220 mil pela janela durante a abordagem policial.


Francisco Nascimento - Foto: Reprodução/Redes Sociais


Foragidos e Bens Bloqueados

Itallo Moreira de Almeida e Ailton Figueiredo Souza Junior estão foragidos. A Justiça Federal determinou o sequestro de R$ 162,3 milhões, além de aeronaves, imóveis de luxo e dezenas de veículos.


Penas Previstas

Os envolvidos podem enfrentar penas que somam mais de 50 anos de prisão por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos e lavagem de dinheiro.


A operação segue investigando novas ramificações e suspeitos ligados ao esquema, reforçando a importância do combate à corrupção e à má gestão dos recursos públicos. Fonte: G1.


 
 
 

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